Ar-condicionado: alivia o calor, mas é preciso manter sua manutenção em dia.

09.02.10

Aparelho deve estar com a manutenção em ordem e limpo para que não provoque ou agrave doenças.

SÃO PAULO – No verão, água, sucos, pouca roupa, banhos gelados e os ventiladores são maneiras de se aliviar. Depois da criação do aparelho de ar-condicionado, pelo engenheiro americano Willis Carrier, lá pelos idos de 1900, a situação ficou melhor para o homem. E mais sensível para a saúde. O sistema faz três trabalhos: resfria, resseca e purifica o ar. Só que se o aparelho não estiver com a manutenção em dia, vira um risco para a saúde, principalmente para pessoas mais sensíveis e que tenham histórico de doenças respiratórias.

Os médicos Rafael Stelmach e Ubiratan de Paula Santos, pneumologistas do Instituto do Coração (Incor) do Hospital das Clínicas, explicam que esses três são agentes irritantes para o aparelho respiratório, o que provoca ataques nas rinites, bronquites, asma e outras inflamações de vias aéreas. Segundo eles, a diminuição da umidade do ar e da temperatura agravam naturalmente essas doenças. Já a falta de limpeza no filtro do aparelho facilita a proliferação de bactérias e fungos que provocam irritação, além do próprio pó – em vez de purificar, o ar-condicionado passa a sujar o ar.

Os aparelhos veiculares também precisam passar por manutenção regularmente, já que capta as impurezas de todos os locais que o carro passa e ainda o do motor, devido aos longos tempos parados no trânsito. Segundo Santos, regular o sistema e abrir as janelas, desligando o aparelho periodicamente nestes momentos, melhoram a qualidade do ar. “Com essa medida simples, evita-se o acúmulo de impurezas no ar e no próprio motor”, explica.

Também é necessária a manutenção para que o aparelho não acumule água, o que facilita a proliferação da bactéria Legionella pneumophyla, responsável pela pneumonia conhecida pelo nome de Doença do Legionário ou legionelose, de acordo com Stelmach.

O choque térmico também é um dos problemas que podem afetar quem usa demais o ar-condicionado e não toma os devidos cuidados. Segundo o médico, a mudança brusca da temperatura de ambiente pode provocar problemas de adaptação cardiológica, principalmente em quem tem doenças como hipertensão, insuficiência coronariana e outros no sistema venoso.

Segundo Stelmach, quando estamos num ambiente quente, os vasos sanguíneos que estão mais próximos da pele se dilatam para aliviar o calor, e os que estão mais longe fazem o contrário. Em um local frio, o organismo faz o contrário. “Mudanças bruscas são uma agressão ao organismo”, diz o médico.

Então, se o ar-condicionado estiver com a temperatura muito baixa peça para aumentar; limpe o filtro regularmente; quando o tempo útil de vida do aparelho vencer, troque-o. Além disso, pessoas que tem essas doenças na via aérea que são agravadas com o uso do ar-condicionado deve manter a medicação em dia, para evitar outros problemas. Os médicos também avisam para evitar a mudança de ambientes com temperaturas diferentes de forma brusca.

fonte: estadão.com.br

Ar-condicionado portátil Lar, fresco lar

01.02.10

Eles são a solução possível quando a fachada do edifício não permite a instalação do ar-condicionado tradicional no apartamento. Ou quando não se desejam reformas, daquelas de quebrar a parede.

Anna Paula Buchalla

Os aparelhos portáteis de ar condicionado são tão eficientes quanto os fixados à parede e ainda têm a vantagem de poder ser utilizados em vários ambientes da casa. A refrigeração é boa – a maioria diminui consideravelmente a temperatura no ambiente -, como mostra o estudo encomendado por VEJA a técnicos do Instituto Mauá de Tecnologia (IMT). Há dois inconvenientes: o preço, ainda alto (em média, duas vezes o valor dos convencionais), e o peso dos equipamentos (pode chegar a 35 quilos), o que dificulta a locomoção de um lugar para outro. Pouca gente sabe que, embora portátil, o equipamento requer um tubo extensor acoplado a uma janela ou a um espaço na varanda. É esse tubo que faz a troca de calor entre o ambiente externo e o interno. A sua instalação não requer furos na janela ou na parede. Técnicos do IMT testaram os quatro aparelhos portáteis mais vendidos nas principais redes de varejo do país(veja a metodologia do teste abaixo).

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Frio que vem da parede

Quando a fachada do edifício permite, o consumidor pode optar pelo ar-condicionado convencional, de janela, ou pelo discreto split. Especialistas avaliam os dois tipos de condicionador fixo

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Split
O que é: sistema de ar condicionado composto de duas partes – o evaporador, que fica na parte interna da casa, e o condensador, que faz a troca de calor, instalado na parte externa. Há opções de aparelhos que apenas resfriam e outros mais completos, que também podem aquecer o ambiente
Instalação: o condensador é ligado por tubulação de cobre a um, dois ou três aparelhos evaporadores no interior da residência
Vantagens: o sistema split produz menos ruído do que os aparelhos de janela e os portáteis – a redução pode ser de 50% em relação ao de janela. O design é mais moderno e discreto
Desvantagens: a instalação, mais cara, deve ser feita por empresa especializada em tubulação para ar-condicionado
Preço médio com instalação: 1 800 reais

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Janela
O que é: sistema compacto de refrigeração em que um único aparelho promove a troca de calor entre os ambientes interno e externo
Instalação: é necessária apenas a contratação de um pedreiro para o trabalho de alvenaria, ou seja, a abertura de um buraco no qual se possa colocar uma base ou uma caixa que funcione como gaveta para o aparelho
Vantagens: é a opção mais em conta, tanto pelo preço do aparelho quanto pelo custo da instalação. O aparelho também faz a renovação do ar interno pela troca com o ar externo
Desvantagens: a produção de ruído é maior, pois o compressor fica no mesmo gabinete instalado na parede do cômodo. O aparelho deve ser afixado no mesmo ambiente em que será usado
Preço médio com instalação: 1 000 reais

É ventilador, mas é bonito

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Primeiro ele inventou um aspirador de pó sem saquinho. Agora, o inglês James Dyson apresenta sua mais recente criação: o Air Multiplier, o primeiro ventilador que dispensa o uso de pás. O multiplicador de ar é assim chamado porque aumenta em quinze vezes a velocidade do ar em seu entorno. Consegue isso por meio de um sistema de variação de pressão. O ar é sugado pela base do aparelho e expelido de volta ao ambiente por um anel de circulação. Ele opera baseado em leis da mecânica dos fluidos, parte da física que estuda o comportamento de gases e líquidos em repouso e em movimento. O ventilador sem pás, à venda nos Estados Unidos, Inglaterra, Japão e Austrália, custa 300 dólares.

Faz mal, sim

O entra e sai de ambientes quentes para refrigerados ataca o sistema respiratório

Tetra/Corbis/Latistock; Istockphoto; Divulgação
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O motivo:
“O contraste térmico abrupto associado ao ar seco e à poluição compromete os mecanismos de defesa das vias respiratórias”, explica o médico Antonio Carlos Lopes, presidente da Sociedade Brasileira de Clínica Médica. Os anticorpos do pulmão tornam-se menos eficientes e os cílios e alvéolos trabalham menos na expulsão de partículas, como poeira e poluição. Isso favorece o acúmulo de secreção no sistema respiratório. O organismo fica predisposto a infecções e mais suscetível a vírus de gripes e resfriados. Nos portadores de doenças pulmonares, como asma, bronquite e enfisema, o quadro pode se agravar

As consequências: vão de tos-se, rouquidão e garganta irritada a sinusite e conjuntivite

Como amenizar o problema: recomenda-se deixar recipientes com água nos recintos fechados refrigerados para manter o ambiente menos seco. É preciso ainda evitar as mudanças bruscas de temperatura, principalmente as diferenças superiores a 10 graus, e permanecer agasalhado em ambientes frios. A limpeza do filtro do ar-condicionado deve ser feita mensalmente

Outros especialistas consultados: os arquitetos Carla Dichy e Marcelo Rosset; o engenheiro Oswaldo Bueno, da Associação Brasileira de Refrigeração, Ar-Condicionado, Ventilação e Aquecimento (Abrava); Andréa Apponi, gerente-geral de marketing da Whirlpool na América Latina

Com reportagem de Gabriella Sandoval e Daniela Macedo

fonte: Veja

Cuidados com a manutençao

28.01.10

O condicionador de ar em veículos é cada vez mais comum, quase um item de série. Então, é preciso cuidar bem do equipamento para que ele não traga problemas ao veículo e à saúde de quem usa o automóvel. A seguir, algumas dicas:

Acionamento – Ao ligar o carro, quando o veículo ficou exposto ao sol, o ideal é colocar o equipamento na posição de recirculação de ar (fechada) para que o local esfrie mais rapidamente.

Recirculação de ar – O ideal é andar sempre com a circulação aberta. Isso evita que o veículo fique com odores internos. Além disso, o ar viciado pode ser ruim para pessoas alérgicas e com doenças respiratórias. Feche a entrada de ar só em locais com altos índices de poluição, como túneis, estradas de terra e atrás de caminhões e ônibus que emitam muita fumaça..

Sobrecarga do sistema – Ligar o carro com o ar ativado é um mito. Nos modelos atuais, o próprio computador que gerencia o automóvel se prepara para tais situações – aciona o ar entre cinco e dez segundos depois.

Consumo – O equipamento rouba até 10 cv do motor, mas a turbulência dos vidros abertos em um carro a 80 km/h aumenta mais o consumo de combustível do que usar o ar-condicionado.

Limpeza – Recomenda-se verificar a cada seis meses o filtro de ar, que, na verdade, é um filtro de pólen. Sujo, pode comprometer a ventilação e a eficiência do equipamento. A falta de limpeza pode levar a uma infestação de fungos nos dutos, provocar crises alérgicas ou até causar alergias.

Manutenção mecânica – A demora do ar-condicionado em gelar pode ter outras razões além da sujeira. Um vazamento no sistema pode ocasionar perda do gás e comprometer a eficiência. Outro item que merece verificação periódica é a correia do compressor, geralmente posicionada no vão do motor. Se ela arrebentar, o ar-condicionado não funciona.

Além disso, o ar-condicionado requer uso periódico para evitar fadiga no equipamento. Por esta razão, montadoras aconselham ligar o aparelho periodicamente. O ideal é a cada 15 dias colocar o ar para gelar de 10 a 15 minutos.

fonte: www.clicrbs.com.br/anoticia

Tempo quente exige cuidados para otimizar ar-condicionado e evitar danos

26.01.10

Como aparentemente o aquecimento global decidiu passar o verão no Brasil, ar-condicionado se tornou um item quase obrigatório nos automóveis em boa parte do país — e com funcionamento cada vez mais frequente e necessário. Mas o equipamento sempre foi envolto por muitos mitos e verdades em relação ao seu funcionamento. Desde como aproveitar melhor seu rendimento e evitar desgaste ou consumo maior do carro, até a questão de limpeza dos dutos e do filtro. Reunimos aqui dicas mínimas e simples que o próprio motorista pode seguir, verificar e diagnosticar.

Acionamento do sistema – Ao ligar o carro, quando o veículo ficou exposto ao sol, o ideal é colocar o equipamento na posição de recirculação de ar — fechada — para que o habitáculo esfrie mais rapidamente. Mesmo na opção de recirculação, o sistema bloqueia apenas de 85% a 90% da renovação de ar no habitáculo. Além disso, os especialistas garantem que, com o carro parado, não há qualquer mal em deixar o vidro aberto, só que, no máximo, por dois minutos.

“Ajuda para que o ar gele mais rápido depois que o veículo ficou muito tempo no sol”, garante Marco Botta, supervisor técnico de pós-venda da Peugeot. “Nessa situação, tudo irradia calor: folha do teto, painéis e bancos. A janela aberta ajuda a extrair um pouco desse calor”, faz coro Eduardo Grassiotto, gerente de pós-venda da Citroën.

O ar-condicionado automático gerencia a climatização. Ele acelera ao máximo o ventilador, fecha a recirculação e otimiza o funcionamento do ar de acordo com a temperatura e o nível de insolação no habitáculo através de sensores internos e externos. Em alguns modelos, como a linha Picasso e C5 da Citroën, devido ao para-brisa grande, é colocada entre as camadas do vidro dianteiro uma camada fina de prata, que reduz a insolação em cima do painel em até 90%.

Recirculação de ar – Depois que o interior gelar, o ideal é andar sempre com a circulação aberta — a não ser em ambientes poluídos, como túneis, estradas de terra e atrás dos famigerados caminhões e ônibus desregulados. Uma maneira de renovar sempre o ar dentro do veículo.

“A circulação fechada usa sempre o mesmo ar, o que pode ocasionar problema de odores. É sempre bom misturar ar fresco”, receita Jomar Napoleão, vice-diretor do Comitê de Veículos de Passeio da SAE (Sociedade de Engenheiros da Mobilidade).

O ar viciado pode ser ruim também para alérgicos e portadores de doenças respiratórias. “Se o carro está muito sujo e empoeirado, os ocupantes vão aspirar ainda mais poeira. Entre um dia e outro deve-se sempre renovar este ar”, aconselha o médico João Negreiros Tebyriçá, vice presidente da Asbai (Associação Brasileira de Alergia).

Sobrecarga do sistema – Quanto à sobrecarga de ligar o carro com o ar ativado é um dos mitos que sobrevivem aos tempos das centrais eletrônicas. Nos modelos sem injeção, realmente virar a chave com o sistema acionado sacrificava bateria e motor. Hoje, o próprio computador que gerencia o automóvel se prepara para tais situações. Ou seja, ao ligar o motor, o ar, mesmo ativo, só entra em funcionamento de cinco a 10 segundos depois. O mesmo ocorre com premissas de que o ar diminui a eficiência.

É fato que o equipamento rouba até 10 cv do motor, mas a turbulência dos vidros abertos em um carro a 80 km/h aumenta mais o consumo de combustível do que usar o ar-condicionado, segundo estudos. E em diversas situações a central alivia o sistema. “Em caso de ultrapassagem, por exemplo, o sistema percebe a aceleração maior e desliga o ar por um tempo”, exemplifica Reinaldo Nascimbeni, supervisor de serviços técnicos da Ford.

Limpeza – A falta de limpeza pode causar outros problemas. Recomenda-se verificar a cada seis meses o filtro de ar, que, na verdade, é um filtro de pólen, que tem orifícios maiores. O filtro sujo pode comprometer a ventilação e a eficiência do equipamento.

“O ar é uma geladeira. Só que ele precisa de ventilação e a inspeção regular do filtro facilita a identificação se o sistema está obstruído, seja por poeira, poluição ou fungo”, explica Julio Coupe, gerente de serviços da General Motors. O que pode comprometer a saúde mais uma vez. “A não limpeza pode levar a uma infestação de fungos nos dutos, provocar crises alérgicas ou até ser um fator causador de alergia”, alerta Tebyriçá, da Asbai.

Os fungos são um dos problemas do dispositivo. E os odores ruins podem ser um sinal. O sistema, aliás, naturalmente forma água na condensação, que escorre pelos pequenos tubos externos do equipamento — o sistema de ar de um carro pode gerar condensação de até cinco litros de água por hora. Assim que se desliga o carro em um ambiente fechado, como uma garagem, por exemplo, aquela água continua a minar, o que pode facilitar a formação de fungos.

Um conselho interessante para minimizar esse risco é desligar o ar e manter apenas a ventilação dois minutos antes de chegar ao destino com o veículo. “O habitáculo continua gelado e, na hora que for desligar o carro, o sistema está seco, sem risco de formar fungos”, orienta Nascimebeni, da Ford.

No caso de fungos no ar-condicionado, concessionárias e lojas especializadas costumam fazer a limpeza do sistema com o uso de fungicidas especiais.

Manutenção mecânica – A demora do ar-condicionado em gelar pode ter outras razões além dos famigerados fungos e da sujeira. Um vazamento no sistema pode ocasionar perda do gás e comprometer a eficiência do dispositivo.

Outro item que merece uma verificação periódica é a correia que aciona a polia do compressor, geralmente posicionada no vão do motor. Se ela se arrebentar, o ar-condicionado simplesmente não funciona. “Caso a correia apresente algum desfiamento ou desgaste, é preciso procurar a rede autorizada e evitar ligar o ar até a verificação do item”, alerta Alexandre Galdino, responsável pelo treinamento de pós-venda da Fiat.

Além disso, o ar-condicionado, como todo sistema mecânico, requer o uso periódico para evitar fadiga no equipamento. Por esta razão, especialistas e montadoras aconselham ligar o aparelho periodicamente para evitar problemas futuros. O ideal é a cada 15 dias colocar o ar para gelar de 10 a 15 minutos.

“Dentro da tubulação do ar tem gás e óleo. É importante manter a distribuição e circulação desses elementos no sistema”, sugere Grassiotto, da Citroën. “O compressor tem óleo. Com o passar do tempo sem ligar o sistema, esse o óleo migra para fora do compressor e pode danificar o sistema”, explica Coupe, da General Motors. (por Fernando Miragaya)

Fonte: Olhar Direto.

Como funciona o ar condicionado ?

18.01.10

Introdução

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Quando a temperatura externa começa a subir, muitas pessoas procuram o conforto do ar condicionado. Assim como as caixas de água e as linhas de alta tensão, um ar condicionado é uma daquelas coisas que vemos todos os dias, mas raramente prestamos atenção.

Não seria interessante saber como estas máquinas funcionam? Neste artigo, examinaremos o ar condicionado, tanto os pequenos quanto os grandes.

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O ar condicionado de janela

As muitas faces da refrigeração
Os condicionadores de ar estão disponíveis em vários tamanhos, capacidades de resfriamento e preços. Um modelo que vemos a todo momento, é o ar condicionado de janela, como esse acima.

A maioria dos prédios de escritório têm uma unidade condensadora nos telhados. Os shopping centers bem como um aeroporto podem ter de 10 a 20 unidades condensadoras escondidas no telhado:

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Olhando atrás dos hospitais, universidades e complexos de escritório, encontraremos grandes torres de resfriamento conectadas a sistemas de ar condicionado.

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Mesmo que cada uma destas máquinas tenha uma aparência distinta, todas funcionam sob os mesmos princípios. Vamos ver mais de perto:

A idéia básica
Um ar condicionado é basicamente uma geladeira sem seu gabinete. Ele usa a evaporação de um fluido refrigerante para fornecer refrigeração. Os mecanismos do ciclo de refrigeração são os mesmos da geladeira e do ar condicionado. O termo Fréon é genericamente usado para qualquer dos vários fluorcarbonos não inflamáveis utilizados como refrigerantes e combustíveis nos aerossóis.

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Diagrama de um ar condicionado

É assim que funciona o ciclo de refrigeração em um ar condicionado (veja Como funcionam as geladeiras para detalhes completos deste ciclo):

  1. O compressor comprime o gás frio, fazendo com que ele se torne gás quente de alta pressão (em vermelho no diagrama acima).
  2. Este gás quente corre através de um trocador de calor para dissipar o calor e se condensa para o estado líquido.
  3. O líquido escoa através de uma válvula de expansão e no processo ele vaporiza para se tornar gás frio de baixa pressão (em azul claro no diagrama acima).
  4. Este gás frio corre através de trocador de calor que permite que o gás absorva calor e esfrie o ar de dentro do prédio.

Misturado com o fluido refrigerante, existe uma pequena quantidade de um óleo de baixa densidade. Esse óleo lubrifica o compressor.

Aparelhos de janela
Um aparelho de ar condicionado de janela constitui um sistema completo de condicionamento de ar para locais pequenos. Estas unidades são fabricadas em tamanhos suficientemente pequenos, para que se encaixem em uma janela padrão. Se você abrir o compartimento de um ar condicionado de janela, verá que ele contém:

  • um compressor
  • uma válvula de expansão
  • um condensador (do lado de fora)
  • um evaporador (do lado de dentro)
  • dois ventiladores
  • uma unidade de controle

Os ventiladores sopram ar sobre os trocadores de calor para melhorar a sua capacidade de dissipar calor (para o ar exterior) e frio (para o ambiente ser resfriado).

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BTU e EER
A maioria dos condicionadores de ar têm a sua capacidade classificada em Unidade de Calor Britânica (BTU). De forma geral, uma BTU é a quantidade de calor necessária para aumentar a temperatura de 0,45 kg de água em 0,56º C. Especificamente, 1 BTU é igual a 1,055 Joules. Em termos de aquecimento e refrigeração, uma tonelada de refrigeração equivale a 12 mil BTU.

Um ar condicionado normal de janela pode ter uma capacidade de 10 mil BTU. Para comperação: uma casa de 185 m2 pode ter um sistema de ar condicionado de 5 toneladas (60 mil BTU) de refrigeração, supondo que você precise de cerca de 300 BTU por m2. Perceba que estas são estimativas aproximadas. Para dimensionar um condicionador de ar para as suas necessidades específicas, contate um profissional especializado em equipamentos de HVAC – aquecimento, ventilação e ar condicionado.

A classificação da eficiência enérgica (EER) de um ar condicionado é a sua capacidade em BTU dividida pelo seu consumo. Se, por exemplo, um ar condicionado de 10 mil BTU consome 1.200 watts, o seu EER é de 8,3 (10 mil BTU/1.200 watts). Obviamente, você vai querer que o EER seja o mais alto possível, mas normalmente um EER maior é acompanhado de um preço também maior.

Vamos supor que você tenha que escolher entre dois aparelhos de 10 mil BTU. Um deles possui EER de 8,3 e consome 1.200 watts, enquanto o outro tem EER de 10 e consome 1.000 watts. Vamos também supor que a diferença de preço seja de R$ 100. Para decidir se vale a pena comprar o mais caro, você precisará saber:

  1. Aproximadamente quantas horas por ano vai usá-lo
  2. Quanto custa um quilowatt-hora na sua região

Vamos dizer que você planeje usar o ar condicionado no verão (quatro meses por ano) e que ele funcionará cerca de seis horas por dia. Imaginemos também que o custo da energia na sua região é de R$ 0,10/kWh. A diferença no consumo de energia entre os dois aparelhos é de 200 watts, o que significa que a cada cinco horas, o aparelho mais barato consome 1 quilowatt a mais, e portanto, R$ 0,10 a mais, do que o aparelho mais caro.

Supondo que sempre existam 30 dias em um mês, você chegará a seguinte conclusão:

4 meses x 30 dias/mês x 6 horas/dia = 720 horas[(720 horas x 200 watts) / (mil watts/kW)] x R$ 0,10/kWh = R$ 14,40

Como os aparelhos mais caros custam US$ 100 a mais, isto significa que levará sete anos para compensar a diferença de preço entre os dois aparelhos.

Ar condicionado do tipo split, chiller e torres de resfriamento

Um ar condicionado tipo split separa o lado quente e o lado frio do sistema da seguinte maneira:

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O lado frio, composto de uma válvula de expansão e de um evaporador, é colocado dentro de uma câmara ou dentro de outro sistema de distribuição de ar. O sistema movimenta uma corrente de ar através do evaporador e direciona o ar através do prédio todo, usando uma série de dutos. O lado quente, conhecido como a unidade condensadora, fica na parte externa do prédio. Na maioria das instalações residenciais, a unidade tem esta aparência:

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A unidade consiste de um trocador de calor com tubos em espiras na forma de um cilindro. Dentro do trocador existe um ventilador que sopra ar, um compressor resistente às intempéries e um sistema de controle. Esse sistema tem evoluído ao longo dos anos, pois tem baixo custo e também promove a redução do ruído dentro da casa – porém ocorre um aumento do ruído do lado externo. Além do fato de que o lado frio e o lado quente estão separados e a capacidade é maior (em função dos trocadores de calor e compressores serem maiores), não existe diferença entre um sistema do tipo split e um ar condicionado de janela.

Em prédios de escritório, shopping centers, lojas de departamento, etc., a unidade condensadora normalmente fica no telhado e pode ser bem grande. Porém, também podem existir unidades menores no telhado, cada uma conectada para dentro do prédio por um sistema de distribuição de ar, que resfria uma zona específica do prédio.

Em edificações maiores e particularmente em arranha-céus, o uso do sistema de ar condicionado do tipo split acarreta alguns problemas. A instalação da tubulação entre o condensador e o evaporador excede a limitação da distância (em instalações longas existe o problema de lubrificação do compressor) ou a quantidade de dutos e sua extensão se tornam difíceis de serem administradas. Neste ponto, é preciso considerar um sistema de refrigeração do tipo refrigerador com água gelada (chiller).

Em sistemas com chiller, o sistema inteiro é instalado no telhado ou atrás do prédio. Ele resfria a água entre 4,4º C e 7,2º C. Esta água resfriada é, então, canalizada através de todo o prédio para os sistemas de distribuição de ar. Não existe limite para uma tubulação de refrigeração do tipo chiller se ela for bem isolada.

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Você pode ver neste diagrama que o ar condicionado (esquerda) é completamente normal. O trocador de calor permite que o gás frio resfrie a água que corre através de todo o prédio.

Torres de resfriamento

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Torre de refrigeração

Em todos os sistemas descritos anteriormente, o ar é usado para dissipar o calor da serpentina externa (condensador). Em sistemas maiores, a eficiência pode ser melhorada de forma significativa se usarmos uma torre de resfriamento. Esta torre cria uma corrente de água com temperatura mais baixa. Essa água corre através de um trocador de calor e resfria a serpentina quente (condensador). Este é um sistema mais caro, mas a economia de energia pode ser significativa a longo prazo, especialmente em áreas de baixa umidade, onde o sistema se paga rapidamente.Existem torres de resfriamento de todos os tamanhos e tipos. Todas elas funcionam da mesma maneira:

  1. Uma torre de resfriamento sopra ar através da corrente de água para que parte da água evapore.
  2. Geralmente, a água escoa através de uma malha com folhas espessas de plástico na forma de colméia.
  3. O ar sopra através dessa malha em ângulos retos em relação ao fluxo de água.
  4. A evaporação resfria a corrente de água.
  5. Como parte da água é perdida na evaporação, a torre de resfriamento deve ter, constantemente, adicionada água ao sistema para compensar a diferença.
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Torres de refrigeração

A quantidade de resfriamento que se pode obter de uma torre de resfriamento depende da umidade relativa do ar e da pressão barométrica.

Imagine, por exemplo, que em um dia com temperatura de 35º C (95º F), pressão barométrica de 29,92 polegadas de água (pressão ao nível do mar) e 80% de umidade relativa, a temperatura da água na torre de refrigeração descerá cerca de 3,36º C até atingir 31,7º C (6º F para 89º F).

Se a umidade é de 50%, então a temperatura da água baixará para cerca de 8,4º C até atingir 26,7º C (15º F para 80º F).

Se a umidade é de 20%, então a temperatura da água baixará para 15,7º C até 19,4º C (28º F para 67º F). Mesmo as pequenas quedas de temperatura podem significar alterações significativas no consumo de energia.

Para entender como a umidade relativa e a pressão atmosférica controlam a queda da temperatura em uma torre de resfriamento em um dia específico, leia o artigo (em inglês) da USA Today: como funciona um psicrômetro.

Quando você olhar atrás de um prédio e encontrar um aparelho que tem grandes quantidades de água correndo através de uma malha de plástico, saberá que isto é uma torre de resfriamento.

Em muitos conjuntos de prédios de escritório e campus universitários, as torres de resfriamento e os equipamentos de ar condicionado são centralizados e a água resfriada é enviada para todos os prédios através de quilômetros de tubulação subterrânea.

Para mais informações sobre sistemas de ar condicionado e tópicos relacionados, confira os links na próxima página.

Vendas de aparelhos de ar condicionado puxam desempenho do varejo

14.01.10

SÃO PAULO – O setor de móveis e eletrodomésticos foi o principal responsável pelo crescimento de 1,1% no mês de novembro nas vendas do varejo brasileiro na comparação com o mês anterior.

Para Nilo Lopes Macedo, coordenador de Comércio do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), as altas temperaturas em boa parte do país elevaram o comércio de aparelhos de ar condicionado e ventiladores.

“A redução do IPI (Imposto sobre Produtos Importados) e o forte calor que atingiu a maior parte das regiões brasileiras contribuíram para o aumento das vendas destes produtos”, afirmou Macedo. Em novembro, móveis e eletrodomésticos registraram uma expansão de 5,9% contra outubro.

Macedo também destacou a recuperação das vendas de materiais de construção, que no penúltimo mês do ano passado tiveram um crescimento de 2,7% na comparação com outubro. Até novembro, contudo, os setor acumula queda de 7,7%.

“As famílias ainda estão com um pouco de receio para tocar suas obras. Por isso, o consumo neste segmento foi retomado só no último trimestre. De qualquer maneira, as perspectivas são positivas para os próximos meses”, explica.

Segundo Macedo, o aumento de 8,7% nas vendas do varejo em novembro de 2009 em relação ao mesmo período de 2008, refletem o quadro favorável da economia brasileira e a base baixa de comparação.

Na época, a economia mundial amargava os primeiros efeitos da crise financeira mundial após a falência do banco de investimentos Lehman Brothers em setembro de 2008.

(Fernando Taquari | Valor)

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No Fashion Rio, modelos dizem que tudo que querem é ar condicionado

13.01.10

A 16ª edição do Fashion Rio, que acontece até quarta-feira (13) no Pier Mauá, na Zona Portuária, começou com altas temperaturas dentro e fora da passarela. Mesmo acostumadas a uma rotina de trajes contrários à estação, como a coleção de inverno que é apresentada em pleno verão, as modelos sofrem com o calor do Rio de Janeiro.

“A gente tem a ajuda do ar condicionado, mas é muito calor. Hoje eu estava com um casaco de pele em uma prova de roupa, e o ar condicionado não estava funcionando. Foi horrível”, lembra a modelo Luana Teifke, de 18 anos.

Ela conta que às vezes precisa chupar gelo antes de entrar na passarela para driblar o calor. “Tem que se hidratar bastante, beber bastante água e comer gelo de vez em quando, antes de desfilar”, afirma a modelo.

Modelos chegam a passar mal

Muitas delas nasceram no sul do país, onde o clima é bem mais fresco do que na capital fluminense. A modelo gaúcha Indiamara, de 16 anos, só fica aliviada no ar condicionado. “Eu sou do Rio Grande do Sul, e aqui é muito quente mesmo. É bom quando tem o ar condicionado, porque é muito difícil neste calor”, conta a gaúcha.

Segundo a modelo Débora Müller , de 18 anos, os trajes da coleção de inverno são bem quentes. Por causa do calor, algumas modelos chegam a passar mal no backstage.

“Durante o desfile são muitas roupas de lã, peles, é bem complicado mesmo. Graças a Deus existe o ar condicionado. Às vezes na fila acontece de modelos passarem mal por causa da roupa. Sempre tem que ter alguém alerta”, explica a paranaense de Pato Branco.

Programação

Nesta segunda-feira (11), o Fashion Rio começa com o desfile da Acqua Studio, seguido de Claudia Simões, Maria Bonita Extra e Juliana Jabour. A TNG fecha a noite com peças inspiradas nos trajes dos nativos do Alasca.

Na terça (12), a programação tem Redley, R.Groove, Tessuti, Têca e Espaço Fashion, que promete levar ao evento uma coleção baseada nos astros, com estampas de referências espaciais e volume nos ombros.

O último dia do evento, a terça-feira (13), concentra marcas que estreiam no Fashion Rio, como a estilista Nica Kessler, de apenas 27 anos, e a mineira Patachou, seguidas de Andrea Marques, que já comandou a Maria Bonita Extra, e da New Order, dirigida pelo grupo Osklen. A grife Alessa fecha a semana de moda apresentando sua coleção de inverno inspirada em instrumentos musicais.

Fonte: G1.com.br

Falta de ar condicionado provoca paralisação em banco de SP

13.01.10

Portal Terra

SÃO PAULO – A falta de um aparelho de ar condicionado fez os funcionários de uma agência do banco Nossa Caixa paralisarem as atividades na manhã desta terça-feira. Com a paralisação, os funcionários da agência localizada na Avenida Guilherme Cothing, na Zona Norte de São Paulo, não estão atendendo ao público.

Segundo informações dos funcionários, o ar condicionado não está funcionando desde outubro do ano passado. De acordo com a assessoria de imprensa do Nossa Caixa, técnicos já estão no local e a previsão é de que o ar condicionado volte a funcionar ainda nesta terça-feira. Com o funcionamento do aparelho, os serviços de atendimento ao público também devem ser normalizados.

Segundo a assessoria do banco, os clientes que ficaram sem atendimento podem procurar uma agência do Banco do Brasil para realizar serviços como pagamentos, saques e consultas de saldo no atendimento automático.

Fonte: Jornal do Brasil On Line

Higienização do ar-condicionado evita danos à saúde

13.01.10

“Minha alergia ataca sempre que estou em algum ambiente climatizado, e,  pior, quando o local ou o aparelho de ar estão empoeirados”, descreve a empresária Mariana Almeida, que sofre de alergia respiratória. Nesta época do ano, o calor é constante e o ar-condicionado passa mais tempo ligado. Por isso, é preciso conferir se os aparelhos estão limpos da maneira adequada.

Empresas especializadas em manutenção dos aparelhos de ar fazem a limpeza preventiva e ajudam a prevenir problemas respiratórios. Mas a limpeza pode ser feita por conta própria. Basta retirar o filtro do aparelho e fazer a higienização com uma escova para retirar o excesso de pó. Além disso, o manual que acompanha o produto oferece mais orientações.

Uma dica prática para os proprietários dos aparelhos é, antes de desligá-lo, mantê-lo funcionando por cinco minutos na função ventilação. Isso permite a secagem da bandeja e serpentina, reduzindo a umidade do aparelho, o que evita a proliferação de fungos e bactérias.

De acordo com Augusto Oliveira, diretor da Thermo Brasil, empresa especializada em manutenção de condicionadores de ar, a manutenção periódica do aparelho condicionado deve ser feita no mínimo semestralmente. “Dependendo da frequência com que é utilizado, a limpeza dos filtros deve ser feita semanalmente”.

Conforme explica Augusto, a média de pessoas que reclama de serem acometidas por alergias é de 30% a 40% da sua clientela.

Problemas respiratórios – Segundo o  médico do trabalho Rui Bocchino Macedo, do grupo Dasa, quando há problemas com a manutenção do ar, como o uso de filtro inadequado, por exemplo, haverá acúmulo de germes, tais como vírus, bactérias e fungos na tubulação posterior ao filtro, caso este não esteja exercendo o seu papel de filtragem.

Com isso,  acrescenta o médico, os germes são expelidos pelo ar, fazendo com que sejam inalados, o que pode gerar problemas de saúde como sinusites, amigdalites, gripes, além de outras de cunho alérgico, como a asma.

Além disso, o ar frio pode paralisar os cílios que revestem a parede do trato respiratório e que são os responsáveis por eliminar impurezas, acrescenta Rui Macedo.

Vale lembrar que em todas as estações do ano é importante manter a limpeza e manutenção do ar-condicionado em dia. Todos os sistemas de resfriamento (residencial, escritórios ou no carro) podem causar danos à saúde se estiverem sujos.

Fonte: Atarde On Line

 
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