Postagem marcada com ‘China’

Eficiência energética custará à China US$ 30 bi anuais

09.12.09

Pequim, 4 dez (EFE).- A China deverá investir US$ 30 bilhões ao ano – o equivalente a 0,7% de seu Produto Interno Bruto (PIB) de 2008 – para cumprir os compromissos de eficiência energética divulgados na semana passada, afirma um estudo realizado pela Universidade Popular de Pequim.

Segundo o estudo, citado hoje pela agência oficial Xinhua e pelo jornal estatal China Daily, após a promessa chinesa de reduzir em 45% as emissões de CO2 por unidade de PIB (intensidade energética) até 2020, os consumidores chineses serão os que mais notarão o alto custo derivado.

As indústrias relacionadas à energia terão que fazer frente aos aumentos de custos para melhorar sua eficiência, mas, no final, esses aumentos serão sustentados pelos consumidores, disse o pesquisador Jiang Kejun, da Comissão Nacional de Reforma e Desenvolvimento (NDRC, em inglês), principal órgão de planejamento econômico.

Jiang previu aumentos no preço da energia elétrica, dos combustíveis e de outras energias utilizadas pelos consumidores, e acredita que contas mais altas nas famílias chinesas trarão mudanças no estilo de vida dos cidadãos do país mais povoado do mundo.

A China, que, como país em desenvolvimento, não é obrigada pelo Protocolo de Kioto a reduzir emissões, lançou seu compromisso de eficiência energética duas semanas antes da cúpula da ONU sobre mudança climática que acontecerá em Copenhague de 7 a 18 de dezembro, a fim de mostrar seu apoio à luta internacional contra o aquecimento global.

Fonte: Yahoo Brasil – 04/12/2009

Brasil e China fazem 1ª transação sem dólar

09.12.09

Filial da chinesa Gree, de ar-condicionado, pagou R$ 1,7 milhão por peças importadas. Papel do dólar como moeda de reserva global vem sendo cada vez mais questionado; ONU propôs, em setembro, criação de divisa mundial.

O Brasil e a China fizeram sua primeira transação comercial sem usar dólares, intercambiando reais e yuans. A operação foi feita pelo Bank of China em São Paulo para a fábrica de aparelhos de ar-condicionado Gree, instalada na Zona Franca de Manaus.

A filial brasileira da Gree depositou no final de outubro R$ 1,72 milhão no banco em São Paulo, valor que foi retirado apenas três dias depois na China já convertido em yuans. A remessa serviu para pagar peças importadas da China.

O diretor do Bank of China em São Paulo, Zhang Jianhua, disse à Folha que o uso das moedas dos países reduz a flutuação das taxas de câmbio. Ele aposta que outras empresas chinesas com atuação no Brasil vão preferir fazer suas remessas com a conversão direta de reais para yuans.

Até agora, nenhuma empresa brasileira fez transação desse tipo, mas certamente valerá a pena para as exportações.

Em 2009 a China se tornou o maior parceiro comercial do Brasil. As vendas brasileiras já são 40% maiores que as para os EUA, o segundo maior destino.

Quando visitou a China, em maio, o presidente Lula defendeu que Brasil e China fizessem seu comércio usando as duas moedas nacionais, sem a conversão ao dólar. À época, o Bank of China disse que tal intenção estava limitada pelo fato de o yuan não ser ainda plenamente conversível.

Mas a China pretende promover o yuan como moeda internacional, depois de assinar, nos últimos meses, 650 bilhões de yuans (US$ 95 bilhões) em acordos de swap com Argentina, Indonésia, Coreia do Sul, Hong Kong, Malásia e Belarus.

Brasil e Argentina concordaram em realizar trocas comerciais em moedas locais, abandonando o dólar, em setembro de 2008. A iniciativa visa reduzir os custos das transações pela eliminação das taxas cobradas na conversão, mas o comércio realizado com reais e pesos ainda é pequeno.

Esse movimento de negócio em moedas locais, deixando o dólar de lado, vem crescendo, com o papel da divisa americana cada vez mais questionado.

Com os EUA se endividando para combater a crise, o debate sobre a continuidade do dólar como moeda de reserva mundial vem crescendo e algumas medidas práticas já são notadas: por exemplo, o dólar tem hoje a menor participação nas reservas globais desde 1999, quando o euro foi criado.

A Unctad, órgão da ONU, defendeu, em setembro, a criação de uma moeda global para substituir o dólar e proteger os mercados emergentes.

Fonte: Folha de São Paulo

 
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