Postagem marcada com ‘CO2’

Casa ecologicamente correta ajuda a preservar o meio ambiente com uso inteligente de energia

21.12.09

RIO – Este ano o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, pediu à população de seu país que tome banhos de apenas três minutos e evite usar ar condicionado para economizar água e energia. Fanfarrice à parte, a intenção é nobre – mas a

spanos paineis solares fornecem 75% da energia consumida pela residência / Crédito: Divulgação/span

Os paineis solares fornecem 75% da energia consumida pela residência / Crédito: Divulgação

tarefa é difícil pelo fato de que a salvação do meio ambiente está nas iniciativas pessoais, e não no desejo dos governos. Basta ver o que aconteceu na reunião de cúpula realizada em Copenhague semana passada: ninguém se entende, todos distribuem sorrisos e fica tudo por isso mesmo.

Mas a indústria de tecnologia está fazendo a sua parte, atenta à nova onda sustentável que varre o mundo e que tende a ser um grande mercado no futuro. Por isso, as multinacionais têm investido em soluções mais atraentes (e rentáveis) para tentar economizar o planeta. Uma delas, a Panasonic, convidou a DIGITAL para visitar o protótipo de uma casa em Tóquio com baixa taxa de emissão de gás carbônico – embora, a bem da verdade, a empresa ainda não divulgue números a respeito. São muitas soluções possíveis, hoje disponíveis apenas para o mercado japonês. E não há nem previsão para a chegada desses aparelhos ao Brasil. Mas fomos conferir, para ver como funciona.

‘Eco House’ foi projetada para abrigar quatro pessoas

A chamada Eco House tem dois andares, 136,9 metros quadrados e foi projetada para abrigar quatro pessoas: um casal de adultos, um idoso e uma criança. Para reduzir a emissão de gás carbônico da casa, o imóvel é mobiliado com aparelhos mais eficientes e dotado de um sistema de geração de energia predominantemente limpa, com baterias para armazenar a eletricidade. Para completar, todos estes elementos estão interligados a um software que mede a produção de energia e o consumo de cada aparelho da residência, monitorando eventuais perdas e desperdícios.

A casa verde utiliza duas fontes para geração de energia. Uma é formada por painéis solares instalados sobre o teto da casa. A outra são células de combustível que geram energia e calor por meio da reação química entre o oxigênio do ar e o hidrogênio extraído do metano proveniente da rede de gás urbana. Esta segunda opção emite 0,43kg de CO2 por kWh gerado, e é empregada para reforçar o suprimento de energia, principalmente quando o tempo não está ensolarado. O calor produzido serve para ferver a água do banho e aquecer o piso.

Os painéis solares fornecem nada menos que 75% da energia consumida pela casa, enquanto as células de combustível suprem o restante. Parte da eletricidade produzida por estes dois meios não é imediatamente consumida e fica armazenada em baterias de íon-lítio, a mesma usada no Prius, carro parcialmente elétrico da Toyota. O objetivo é suprir a casa nos dias de chuva e nos momentos de pico de consumo.

Eletrodomésticos têm sensores inteligentes para evitar desperdício

Para reduzir a necessidade de luz artificial, a Eco House tem enormes janelões que vão do chão ao teto, além de uma claraboia. Quando escurece, entram em ação as lâmpadas led, que gastam cerca de oito vezes menos energia que uma incandescente, segundo a Panasonic. A empresa promete que sua lâmpada “EverLed” dura até 19 anos se usada em média cinco horas e meia por dia. Vendida apenas no Japão, a lâmpada custa o equivalente a R$ 76.

Os eletrodomésticos da casa, da linha ecológica chamada “Eco Navi”, são dotados de sensores. A geladeira tem quatro deles, que detectam a iluminação e a temperatura ambiente em torno do aparelho, a abertura e o fechamento das portas e a temperatura dentro dela.

De acordo com as informações captadas pelos sensores, a operação de resfriamento do interior é ajustada. A partir dos dados coletados diariamente, um processador instalado dentro da geladeira identifica um padrão de uso e determina a potência do resfriamento.

Segundo a Panasonic, esses recursos reduzem o consumo de eletricidade do aparelho em até 15% durante o inverno e em até 12% durante o verão, dependendo da frequência e duração de abertura das portas e de quão cheia está a geladeira. O custo dela varia entre 240 mil ienes (cerca de R$ 4.700) e 300 mil ienes (quase R$ 6 mil).

A lavadora e a secadora com recursos Eco Navi também têm sensores que detectam a quantidade de roupa que será lavada e o quão suja elas estão, ajustando assim o tempo de lavagem e a quantidade de água necessários. O aparelho pode cortar o consumo de energia em até 10% e de água em até 7%, calcula a companhia, e seu preço gira em torno de 300 mil ienes.

Já a máquina de lavar e secar louça, que custa cerca de 85 mil ienes (R$ 1.600), tem dois sensores: um para detectar a sujeira e outro o volume de louça, adequando assim a temperatura da água e o tempo de secagem. Com esses mecanismos, é possível usar até 18% menos água e até 13% menos energia do que outras máquinas. Na comparação com a lavagem manual, o equipamento permite economia de 88% do consumo de água.

O ar condicionado é outro aparelho dotado de sensores. Neste caso, eles rastreiam a presença de pessoas no ambiente e acionam ou desligam automaticamente o ar. O aparelho também mede qual a necessidade de refrigeração dependendo da atividade que o morador está desenvolvendo. Ela será mais potente caso a pessoa esteja realizando uma faxina, e mais branda caso esteja apenas assistindo a um filme. Além disso, as paredes e janelas contam com isolamento a vácuo que retém o frio gerado pelo ar condicionado – ou o calor, quando é inverno – aumentando a eficiência do aparelho e reduzindo o consumo de energia.

Outro mecanismo utilizado para diminuir a necessidade da refrigeração ambiente é um sistema que filtra o ar que circula em baixo da casa, utilizando-o para ventilação de seu interior. De acordo com a Panasonic, esse ar que passa sob o imóvel fica naturalmente mais frio no verão porque não está exposto ao sol. Já no inverno, ele fica mais quente devido ao aquecimento dos aposentos da casa.

Na Eco House, o painel de isolamento a vácuo da Panasonic, chamado U-Vacua, também é usado para aumentar a eficiência da geladeira e reduzir o consumo de energia no aquecimento da água. Empregado sob o revestimento da banheira, ele é capaz de conservar a água quente por seis horas, sem grandes mudanças de temperatura. E assim como a pia e a privada, a banheira é feita com um mármore sintético mais resistente a arranhões e manchas, o que facilita a limpeza, diminuindo sua frequência e o consumo de água.

A Panasonic não fala em custo total da casa, pois alguns produtos ainda estão em fase de pesquisa. Segundo o diretor da Divisão de Assuntos Ambientais da Panasonic, Kuniaki Okahara, a empresa acredita que as pessoas aceitarão pagar entre 5% e 10% mais por produtos ecológicos. Ele lembra que, com a redução das contas de luz, água e gás, o investimento pode ser recuperado. O uso das células de combustível, por exemplo, reduzem a conta de gás e eletricidade em 25%, considerando as tarifas do Japão. O produto custa é quatro milhões de ienes (cerca de R$ 79 mil).

- Nós já comercializamos as células de combustível, mas são caras. Acreditamos que, com a produção em massa, o preço pode chegar a 500 mil ienes (cerca de R$ 9.500) – afirmou.

Banheiro japa também tem alta tecnologia

A banheira com isolamento a vácuo é capaz de conservar a água quente por seis horas / Crédito: Divulgação

A banheira com isolamento a vácuo é capaz de conservar a água quente por seis horas / Crédito: Divulgação

Enquanto a indústria japonesa se esforça para criar meios de poupar energia, com muita facilidade também inventa novas formas de gastá-la. Voar do Rio a Tóquio é pular para o futuro além das 12 horas de fuso. E a experiência futurística pode estar em um lugar mais insólito que os quarteirões hiperiluminados de Shibuya (bairro mais movimentado da capital japonesa): o banheiro. Nos hotéis, assentos sanitários quentinhos são acessório obrigatório.

Mas o luxo tem custo. Segundo a Agência de Recursos Naturais e Energia do Japão, os “assentos higiênicos” eram responsáveis por 3,9% do consumo de energia doméstico do país em 2004 (dado mais recente). Naquele mesmo ano, os carpetes elétricos utilizavam 4,9% dessa energia. Para efeito de comparação, as máquinas de lavar roupa gastavam 2,8% do total. Imagine o que Hugo Chávez diria disso?

Bom… habitantes dos trópicos podem achar a privada elétrica uma frescura, mas talvez os moradores do Alasca tenham outro ponto de vista. Já os aparelhos de ar-condicionado são mesmo o grande vilão do ecossistema: consumiam 25,2% de toda energia doméstica japonesa há cinco anos.

fonte: O Globo

Eficiência energética custará à China US$ 30 bi anuais

09.12.09

Pequim, 4 dez (EFE).- A China deverá investir US$ 30 bilhões ao ano – o equivalente a 0,7% de seu Produto Interno Bruto (PIB) de 2008 – para cumprir os compromissos de eficiência energética divulgados na semana passada, afirma um estudo realizado pela Universidade Popular de Pequim.

Segundo o estudo, citado hoje pela agência oficial Xinhua e pelo jornal estatal China Daily, após a promessa chinesa de reduzir em 45% as emissões de CO2 por unidade de PIB (intensidade energética) até 2020, os consumidores chineses serão os que mais notarão o alto custo derivado.

As indústrias relacionadas à energia terão que fazer frente aos aumentos de custos para melhorar sua eficiência, mas, no final, esses aumentos serão sustentados pelos consumidores, disse o pesquisador Jiang Kejun, da Comissão Nacional de Reforma e Desenvolvimento (NDRC, em inglês), principal órgão de planejamento econômico.

Jiang previu aumentos no preço da energia elétrica, dos combustíveis e de outras energias utilizadas pelos consumidores, e acredita que contas mais altas nas famílias chinesas trarão mudanças no estilo de vida dos cidadãos do país mais povoado do mundo.

A China, que, como país em desenvolvimento, não é obrigada pelo Protocolo de Kioto a reduzir emissões, lançou seu compromisso de eficiência energética duas semanas antes da cúpula da ONU sobre mudança climática que acontecerá em Copenhague de 7 a 18 de dezembro, a fim de mostrar seu apoio à luta internacional contra o aquecimento global.

Fonte: Yahoo Brasil – 04/12/2009

Dicionário do meio ambiente

09.12.09

Aquecimento global

É provocado pelo aumento na temperatura média global. A taxa de aquecimento tem crescido desde os anos 1950. A principal causa é o aumento nas emissões de gases do efeito estufa. O aquecimento global é maior sobre a Terra e perto dos polos.

Agricultura sustentável

Forma de produzir alimentos sem que os recursos naturais que suportam os processos de produção sejam degradados.

Amazônia Legal

Área instituída por meio de dispositivo de lei para planejamento econômico da região amazônica. Engloba os estados da região Norte (Acre, Amazonas, Amapá, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins), mais o Mato Grosso (região Centro-Oeste), e parte do Maranhão (NE). Saiba mais aqui. Área de Proteção Ambiental (APA) Área constituída por terras públicas ou privadas. Nas áreas sob propriedade privada, cabe ao proprietário estabelecer as condições para pesquisa e visitação pelo público, observadas as exigências e restrições legais.

Bioma

Conjunto de diferentes ecossistemas. É a ligação entre a fauna, a flora e o ambiente físico. No Brasil, são seis: Amazônia, Cerrado, Caatinga, Mata Atlântica, Pantanal e Pampa. Saiba mais aqui.

Combustíveis fósseis

São fontes de energia formadas na Terra a partir dos restos (fósseis) de animais e plantas que viveram há milhões de anos. Carvão, petróleo e gás natural são combustíveis fósseis.

CO2

O CO2 é um gás, também conhecido como dióxido de carbono. É formado pela queima de material orgânico como carvão, petróleo e madeira. Humanos e animais inalam oxigênio e exalam CO2. Plantas absorvem CO2 e devolvem oxigênio à atmosfera, em um processo chamado fotossíntese. CO2 e vapor de água (H2O) são os mais importantes gases naturais de efeito estufa.

COP

A conferência anual reúne representantes dos países que assinaram o acordo da convenção do clima da ONU. A reunião é a Conferência das Partes da Convenção-Quadro sobre Mudança do Clima das Nações Unidas ( United Nations Framework Convention on Climate Change – UNFCCC). O nome comprido acabou sendo resumido para um simples “COP” (de “Conference of the Parties”).

Efeito estufa

É o nome dado ao processo que ocorre naturalmente provocado pela perda de calor para o espaço. O efeito estufa é necessário para existir vida na Terra e não é propriamente um problema. É o aumento do efeito estufa, que resulta em um aumento da emissão de gases estufa que causa o aquecimento global. Não é o mesmo que o buraco na camada de ozônio, apesar de a emissão de gases CFC contribuir para os dois fenômenos.

Elevação do nível do mar

O aquecimento do clima faz com que o nível do mar se eleve. Temperaturas mais quentes também provocam o derretimento de calotas polares, provocando a alta no nível do mar. Com isso, cidades costeiras podem desaparecer em alguns anos.

Energia renovável

Produção de energia a partir de fontes que não se esgotem, como por exemplo vento, água e energia solar.

Gases CFC

São um grupo de gases usados com frequência pela indústria. Estão presentes, por exemplo, em refrigeradores. Esses gases provocam o efeito estufa e seu uso é extremamente limitado atualmente. Os CFC afetam o clima e ainda contribuem para o buraco na camada de ozônio, que protege a Terra contra a radiação ultravioleta do Sol.

IPCC (Painel Intergovernamental de Mudança Climática)

O painel da ONU foi criado para avaliar a extensão e os efeitos das mudanças do clima e para estudar as possibilidades de ajuste ou neutralização das mudanças previstas.

Metano

Também chamado de gás natural. É o mais simples dos hidrocarbonetos – gases combustíveis e uma infinidade de outras substâncias. Metano é um poderoso gás de efeito estufa – cerca de 20 vezes mais destruidor que o CO2 em uma comparação de 100 anos.

Óxido nitroso

É um gás, de fórmula N2O. O óxido nitroso ainda é usado como, mas é um gás que provoca o efeito estufa. As maiores emissões desse gás vêm da agricultura e da queima de petróleo e gás.

Protocolo de Kyoto

Acordo firmado durante convenção do clima da ONU, realizada na cidade de Kyoto. Entre outros, prevê que países industrializados se comprometam a reduzir

emissões de gases estufa.

Sequestro de carbono

O termo é usado para definir o mecanismo natural de absorção de CO2. Até agora os oceanos absorveram cerca de metade do excedente de CO2 que a humanidade emite para a atmosfera, mas essa proporção vem caindo. A vegetação também faz sequestro de carbono.

Acompanhe a COP15 pelo G1

Bom dia Brasil – Rio de Janeiro/RJ – TODAS AS NOTÍCIAS – 07/12/2009

C&A inaugura loja ecoeficiente em Porto Alegre

08.12.09


Maquete mostra o projeto pronto.  C&A/ Divulgação/ JC

Maquete mostra o projeto pronto. Foto: C&A/ Divulgação/ JC

Porto Alegre entra, a partir desta terça-feira (8), em uma lista que orgulha a rede C&A. Depois de Mainz, na Alemanha, a cidade gaúcha foi escolhida para abrigar a segunda loja verde no mundo – e a primeira no Brasil. O ecoestabelecimento fica na Rua dos Andradas, no centro da Capital.

Os projetos, que já podem ser conferidos pelos curiosos, visam racionalizar o consumo de água, energia e a emissão de CO2. Uma das atrações é o Espaço Cliente, um local exclusivo de informações sobre sustentabilidade e com coleções sustentáveis da marca, como camisetas de algodão orgânico, sacolas retornáveis, chinelos de pneu reciclado e camisetas de malha feitas com garrafas pet recicladas. O local ainda contará com coletor de lixo eletrônico, como celulares, pilhas e baterias, além de painéis com ações de sustentabilidade e monitores especialmente treinados para dar informações sobre o assunto.

Outra novidade é o telhado verde na cobertura, com 640 m², que estará finalizado em fevereiro do ano que vem. O isolamento térmico acarretará a redução do calor e do frio no interior da loja e, consequentemente, a menor necessidade do uso do ar condicionado. Haverá absorção da água da chuva, evitando sobrecarga de redes pluviais.

A intenção futura é organizar visitas públicas, principalmente para escolas, para incentivar a educação ambiental. As medidas pretendem, também, baixar o consumo de água entre 30% e 40%, em dois anos, e em 20% o de energia.

Confira outras iniciativas verdes da loja:
• Iluminação inteligente, com lâmpadas econômicas e sensores de presença nas escadas.
• Paredes claras que melhoram as condições térmicas, reduzindo o uso de ar condicionado.
• Uso de painéis solares, instalados na cobertura, para o aquecimento da água dos chuveiros.
• Gerenciamento remoto de demanda que controla o uso do ar condicionado conforme a temperatura e o número de usuários na loja.
• Troca dos motores das escadas rolantes.
• Substituição de grande parte dos equipamentos eletrônicos por modelos de baixo consumo, com selo norte-americano EnergyStar.
• Chuveiros e torneiras de baixa vazão.
• Mictório a seco (sem água).
• Sistema de irrigação eficiente, com 50% de aproveitamento de águas pluviais para irrigação do telhado verde, eliminando o uso de água potável.
• Uso de tintas com quantidade mínima de substâncias nocivas à saúde.

Demais ações, que serão finalizadas até fevereiro de 2010:
Reciclagem – Metais, plásticos, papel, papelão, vidro e resíduos orgânicos serão separados na loja em local específico e direcionados à coleta seletiva ou às cooperativas de reciclagem. Os resíduos durante a construção da loja também seguiram para a reciclagem.
• Bicicletário – Espaço para 5% dos ocupantes do prédio (em horário de pico) para guardar bicicletas, além de mapa com a localização dos pontos próximos de ônibus.

 
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