Postagem marcada com ‘consumo’

Especialista dá dicas de como diminuir o consumo de energia elétrica

08.12.09

Com muitos aparelhos ligados, há risco de aumento de carga.
Entre outras coisas, é preciso verificar o fusível ou disjuntor.

Do G1, no Rio, com informações do Bom Dia Rio

O forte calor das últimas semanas tem levado as pessoas a consumirem mais energia elétrica com ventiladores e ar-condicionado nas casas e apartamentos. E é nessa época, quando começa a esquentar, que se deve ficar atento. Com muitos aparelhos ligados, a instalação elétrica dentro de casa pode não suportar o aumento de carga.

Segundo o professor e engenheiro eletricista da Uerj, Luís Sebastião Costa, a primeira coisa que o usuário deve observar em sua instalação elétrica é se o sistema de alimentação permite a entrada do aparelho desejado. Isto é, deve observar a amperagem de seu fusível ou disjuntor (o valor vem designado na peça) e prestar atenção para não comprar um aparelho com amperagem mais alta. Um técnico eletricista ou um engenheiro eletricista deve efetuar um cálculo para se certificar que a amperagem de todos os aparelhos ligados no mesmo quadro não ultrapassem a amperagem do fusível ou disjuntor. Se ultrapassar, não será possível ligá-los todos ao mesmo tempo; se isso for feito, o fusível queima ou o disjuntor desarma, e a luz cai.


Também é preciso sempre se certificar de que está tudo em ordem com o fusível ou disjuntor. São eles que protegem a fiação de uma sobrecarga e possíveis incêndios. Se houver qualquer problema com a peça, a casa corre risco. Se houver necessidade de trocar a peça – porque o fusível queimou, por exemplo – é imprescindível trocá-la por outra de igual amperagem. Não adianta colocar um de amperagem maior, achando que o sistema vai suportar uma corrente elétrica mais intensa; o usuário estará, simplesmente, se colocando em risco.

O fato de os sistemas serem mono, bi ou trifásicos nada tem a ver com maior ou menor risco de incêndio. Todos têm nível de segurança semelhante. A diferença é que as residências com sistemas trifásicos permitem que mais aparelhos elétricos sejam ligados ao mesmo tempo em relação aos bi e monofásicos. Ou seja, se estiver tudo certo com o fusível ou o disjuntor, o máximo que pode acontecer é que o sistema desarme com mais facilidade quando o sistema é monofásico do que quando ele é bi ou trifásico.

O professor Luís Sebastião aponta os principais motivos de incêndios em ordem de importância:

- os aparelhos de ar-condicionado velhos e/ou sem manutenção. Os aparelhos atuais são muito mais seguros e econômicos do que os antigos. Por isso, muitas vezes vale mais a pena comprar um novo – gasta-se menos e corre-se menos risco. Além disso, é essencial mantê-lo limpo. O excesso de poeira no interior do ar-condicionado pode fazer com que o motor trabalhe com mais esforço e, com isso, puxe mais corrente elétrica, provocando um superaquecimento e um possível incêndio.

- o mau contato nas tomadas e nos interruptores. É preciso prestar atenção para ver se as tomadas ou os plugues ligados a elas estão frouxos. Se estiverem, a casa corre risco de curto-circuito. Nos interruptores, é preciso observar se é necessário acioná-lo várias vezes para acender a luz, ou se ele solta faíscas quando é pressionado. Também é preciso ficar atento aos fios dos aparelhos e aos pinos dos plugues. Tomar cuidado para não torcer e romper os fios para que eles não se rompam e causem curtos-circuitos, e observar se os pinos aquecem demais. Se superaquecerem, também é um sinal de risco de incêndio. O uso de benjamins também é desaconselhável, pois pode sobrecarregar uma única tomada. Os filtros de linha são mais seguros, nesses casos.

- aparelhos de ar e ventiladores que ficam dentro de estruturas plásticas são normalmente arriscados. O excesso de poeira nas pás e no plástico pode acabar travando o motor, que superaquece e pode pegar fogo. Por isso, é essencial mantê-los limpos sempre.

 
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