Postagem marcada com ‘protocolo’

Dicionário do meio ambiente

09.12.09

Aquecimento global

É provocado pelo aumento na temperatura média global. A taxa de aquecimento tem crescido desde os anos 1950. A principal causa é o aumento nas emissões de gases do efeito estufa. O aquecimento global é maior sobre a Terra e perto dos polos.

Agricultura sustentável

Forma de produzir alimentos sem que os recursos naturais que suportam os processos de produção sejam degradados.

Amazônia Legal

Área instituída por meio de dispositivo de lei para planejamento econômico da região amazônica. Engloba os estados da região Norte (Acre, Amazonas, Amapá, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins), mais o Mato Grosso (região Centro-Oeste), e parte do Maranhão (NE). Saiba mais aqui. Área de Proteção Ambiental (APA) Área constituída por terras públicas ou privadas. Nas áreas sob propriedade privada, cabe ao proprietário estabelecer as condições para pesquisa e visitação pelo público, observadas as exigências e restrições legais.

Bioma

Conjunto de diferentes ecossistemas. É a ligação entre a fauna, a flora e o ambiente físico. No Brasil, são seis: Amazônia, Cerrado, Caatinga, Mata Atlântica, Pantanal e Pampa. Saiba mais aqui.

Combustíveis fósseis

São fontes de energia formadas na Terra a partir dos restos (fósseis) de animais e plantas que viveram há milhões de anos. Carvão, petróleo e gás natural são combustíveis fósseis.

CO2

O CO2 é um gás, também conhecido como dióxido de carbono. É formado pela queima de material orgânico como carvão, petróleo e madeira. Humanos e animais inalam oxigênio e exalam CO2. Plantas absorvem CO2 e devolvem oxigênio à atmosfera, em um processo chamado fotossíntese. CO2 e vapor de água (H2O) são os mais importantes gases naturais de efeito estufa.

COP

A conferência anual reúne representantes dos países que assinaram o acordo da convenção do clima da ONU. A reunião é a Conferência das Partes da Convenção-Quadro sobre Mudança do Clima das Nações Unidas ( United Nations Framework Convention on Climate Change – UNFCCC). O nome comprido acabou sendo resumido para um simples “COP” (de “Conference of the Parties”).

Efeito estufa

É o nome dado ao processo que ocorre naturalmente provocado pela perda de calor para o espaço. O efeito estufa é necessário para existir vida na Terra e não é propriamente um problema. É o aumento do efeito estufa, que resulta em um aumento da emissão de gases estufa que causa o aquecimento global. Não é o mesmo que o buraco na camada de ozônio, apesar de a emissão de gases CFC contribuir para os dois fenômenos.

Elevação do nível do mar

O aquecimento do clima faz com que o nível do mar se eleve. Temperaturas mais quentes também provocam o derretimento de calotas polares, provocando a alta no nível do mar. Com isso, cidades costeiras podem desaparecer em alguns anos.

Energia renovável

Produção de energia a partir de fontes que não se esgotem, como por exemplo vento, água e energia solar.

Gases CFC

São um grupo de gases usados com frequência pela indústria. Estão presentes, por exemplo, em refrigeradores. Esses gases provocam o efeito estufa e seu uso é extremamente limitado atualmente. Os CFC afetam o clima e ainda contribuem para o buraco na camada de ozônio, que protege a Terra contra a radiação ultravioleta do Sol.

IPCC (Painel Intergovernamental de Mudança Climática)

O painel da ONU foi criado para avaliar a extensão e os efeitos das mudanças do clima e para estudar as possibilidades de ajuste ou neutralização das mudanças previstas.

Metano

Também chamado de gás natural. É o mais simples dos hidrocarbonetos – gases combustíveis e uma infinidade de outras substâncias. Metano é um poderoso gás de efeito estufa – cerca de 20 vezes mais destruidor que o CO2 em uma comparação de 100 anos.

Óxido nitroso

É um gás, de fórmula N2O. O óxido nitroso ainda é usado como, mas é um gás que provoca o efeito estufa. As maiores emissões desse gás vêm da agricultura e da queima de petróleo e gás.

Protocolo de Kyoto

Acordo firmado durante convenção do clima da ONU, realizada na cidade de Kyoto. Entre outros, prevê que países industrializados se comprometam a reduzir

emissões de gases estufa.

Sequestro de carbono

O termo é usado para definir o mecanismo natural de absorção de CO2. Até agora os oceanos absorveram cerca de metade do excedente de CO2 que a humanidade emite para a atmosfera, mas essa proporção vem caindo. A vegetação também faz sequestro de carbono.

Acompanhe a COP15 pelo G1

Bom dia Brasil – Rio de Janeiro/RJ – TODAS AS NOTÍCIAS – 07/12/2009

COPENHAGE – Fundo do clima pode excluir Brasil

09.12.09

Países ricos defendem que só nações mais pobres recebam recursos para combater o aquecimento do planeta.

Com a União Europeia à frente, governos de países industrializados se recusam a repassar recursos dos fundos de Adaptação e Mitigação aos grandes países emergentes, como o Brasil. A discussão ocorreu ontem, nos bastidores do primeiro dia da 15ª Conferência do Clima das Nações Unidas (COP-15), em Copenhague.

O mecanismo, estimado pela União Europeia em 100 bilhões por ano no período 2013 a 2020, é o principal meio de financiamento de ações para prevenir e minimizar os efeitos do aquecimento global.

Negociadores europeus e sul-americanos ouvidos pelo Estado alertam que, sem o entendimento sobre o repasse de recursos dos fundos, as chances de acordo são reduzidas. Os debates sobre financiamento devem ser os mais complexos da COP-15. Não há consenso nem sobre a administração do fundo nem sobre seu montante total – e muito menos sobre a divisão dos valores, assunto que provoca divergência ainda maior entre os diplomatas europeus. Para eles, a crise econômica – marcada pelo mau desempenho de países industrializados e pela boa performance dos grandes emergentes como China, Índia e Brasil – alterou as condições de negociação entre Bali, em 2007, e Copenhague, em 2009.

A arquitetura do Protocolo de Kyoto previa fluxos significativos de recursos migrando para China, Índia e Brasil. Hoje, acreditamos que, quanto maiores as necessidades de recursos de um país, mais ele precisa receber, disse ao Estado o negociador da União Europeia, Artur Runge-Metzger, em referência às nações menos desenvolvidas, como as africanas.

O ex-ministro do Meio Ambiente da França e embaixador encarregado das negociações do clima, Brice Lalonde, confirma a posição. Na Europa, nos perguntamos se os emergentes devem receber recursos do Fundo de Adaptação ou se o mais plausível seria que apenas os países menos desenvolvidos, como os da África, tenham acesso, afirmou. O mundo mudou após a crise, e o papel dos emergentes não é mais o mesmo.

Ontem, Luiz Alberto Figueiredo, diretor do Departamento de Meio Ambiente do Itamaraty, um dos brasileiros responsáveis pelas negociações, reconheceu que nações industrializadas vêm fazendo manobras para privar os emergentes de recursos. Um dos problemas da COP-15 é a falta de um engajamento claro sobre o financiamento das ações dos países em desenvolvimento, afirmou, referindo-se também às nações emergentes. Se não houver financiamento adequado aos países em desenvolvimento será muito difícil sair de Copenhague com um acordo.

Segundo Figueiredo, os países aceitam mais a criação de um fundo de curto prazo, chamado Fast Start Fund, como o que estabelece US$ 10 bilhões ao ano até 2013. Porém, eles não querem se comprometer com recursos no longo prazo.

A posição europeia encontra respaldo também nos Estados Unidos. Ontem, Jonathan Pershing, o principal negociador americano, disse que o país está disposto a fazer a sua parte na contribuição dos US$ 10 bilhões. Mas fez questão de ressaltar que os recursos seriam para as nações mais vulneráveis e menos desenvolvidas – o que não inclui o Brasil.

Segundo avaliação de outro integrante da delegação brasileira, no Congresso americano atualmente é mais problemática a aprovação de recursos para emergentes do que a adoção de metas de cortes das emissões de gases-estufa. Um exemplo prático do impasse é o mecanismo de Redução das Emissões por Desmatamento e Degradação Florestal (Redd). As negociações, diz o embaixador brasileiro Sergio Serra, estão avançadas. No entanto, se não for definido um pacote econômico, o mecanismo – que interessa diretamente ao Brasil – não terá como ser implementado.

ORIGEM DOS RECURSOS

O fundo é formado por 2% dos recursos do chamado Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL), instrumento criado pelo Protocolo de Kyoto para agregar dinheiro para que países menos industrializados promovam o desenvolvimento sustentável. Hoje, o fundo tem cerca de 266 milhões, mas até 2012 poderá receber de 100 milhões a 400 milhões por ano.

Fonte: O Estado de São Paulo

 
BlogBlogs.Com.Br dihitt fastair ar condicionado></a>
<a href= Este site tem um SEO Score10- Mestre SEO. Teste o seu site